Hora de encerrar -temporariamente- esta série que tratou de investigar quanto pode custar o seu fighting game favorito - a partir do surgimento de conteúdos extras de forma paga. Sempre gostei da ideia de colecionar jogos desse gênero, mas com as atualizações em DLC e conteúdos posteriores pagos ficou difícil manter os jogos mais completos possíveis.
Street Fighter V foi o grande motivador destas matérias.
Com a geração atual de jogos e a crise econômica instaurada no nosso país, somada a quantidade de novos conteúdos para um único jogo têm aumentado drasticamente, agora temos que aprender a economizar ou focar em apenas um dos jogos para que tenhamos o melhor que ele pode oferecer. Curiosamente, eu tenho jogado mais Street Fighter V do que qualquer outro, mas decidi que The King of Fighters XIV será o jogo que me dedicarei a ter todos os itens em meu console.
Depois da mudança de visual, KOF XIV ficou muito mais agradável de se jogar, mas a estética é o de menos.
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Mais cinco "jogaços" de luta que arrancam as carteiras de nossos bolsos:
Jogos de luta existem aos montes. Mesmo. Dá pra dizer que tranquilamente haja mais de 100 franquias e que se somarem esses jogos, teremos mais de 1000 jogos. Experimente olhar o artigo da Wikipedia (em inglês) que contém todas essas informações. Daria um livro!
O primeiro Street Fighter apareceu nos fliperamas em 1987.
Resumidamente, os jogos eletrônicos de luta surgiram nos anos 80, mas somente três deles foram expressivos: International Karate, Yie Ar Kung-Fu e o primeiro Street Fighter. Esse último game ganharia uma continuação nos anos 90, cujo sucesso inspiraria diversas empresas a se especializarem em porradas virtuais na primeira metade dos anos 90.
Virtua Fighter foi uma revolução em 1993
Surgiram como rivais as franquias Fatal Fury, Mortal Kombat, Art of Fighting, World Heroes e Samurai Shodown, todos em 2D. A gigante SEGA, que na época produzia jogos para seus próprios consoles e jogos para Arcade estabeleceu um novo padrão ao apresentar o primeiro jogo de luta 3D bem-sucedido: Virtua Fighter. A Namco pegaria carona nessa onda e traria à vida as séries Tekken e Soul Edge/Calibur. Outras mais surgiram, mas não é o foco do assunto hoje.
Se a empresa lançasse o jogo com erros, aquilo ficaria marcado para sempre e teríamos que esperar uma nova versão do jogo, já que não havia um excelente recurso dos dias de hoje: o DLC. Mas alguns deles são pagos e contrariam os princípios dos jogadores mais antigos. Pergunte-se:
QUANTO VOCÊ PAGARIA NO MÁXIMO POR UM JOGO DE LUTA?
Essa pergunta parece sempre ser a primeira de muitas que surgem a cada novo game do único ouriço azul que é anunciado. Para este ano de 2017, a Sega está prestes a ganhar mais dinheiro, desta vez com dois jogos: Sonic Mania e Sonic Forces.
O primeiro é voltado aos maníacos por nostalgia que conheceram Sonic em sua forma mais aceita: visão lateral, sprites 2D e foco na jogabilidade. O game é uma nova visita a fases clássicas como Green Hill (1ª fase de Sonic 1) e Flying Battery Zone (2ª fase de Sonic & Knuckles). Muitos sites que analisaram o gameplay de Sonic Mania dizem que o jogo não é só uma compilação de fases clássicas ou um remake dos primeiros jogos. Eles reconhecem que as fases são novos desafios e nelas acontecem um revezamento entre "aqui eu conheço" e "opa, essa parte não tinha". Confira por si próprio:
Daí surge Sonic Forces. Afinal, depois do show de nostalgia para agradar os jogadores que provaram a era 16-bits de Sonic, a Sega não deixaria na mão aqueles que experimentaram a série pela primeira vez em jogabilidade 3D, principalmente com Sonic Adventure ou Sonic Generations. Tanto que pelo trailer mostrado ele parece muito com o que seria uma fase adicional de Generations ou Colors, jogos que a Sega diz terem sido sucesso nessa era moderna do ouriço. Sonic Mania parece que roda até num Mega Drive. Já Sonic Forces parece acontecer diante de um apocalipse urbano com lindos gráficos 3D e precisará dos consoles de nova geração:
Sonic Mania será lançado na metade deste ano, enquanto Sonic Forces será um presente de natal. Diante dos dois trailers, parece que a Sega está se esforçando ao máximo para deixar seu mascote dos anos 90 no topo dos melhores games do ano. E por incrível que pareça, ela nunca deixou de tentar isso. Mas pra piorar essa postagem tratando-se da pergunta no título, eu, que sou um grande fã do Sonic, não tenho nenhuma boa expectativa para os dois jogos desse ano, mesmo sabendo que irei jogá-los justamente por ser fã de Sonic. E por quê?